terça-feira, abril 28, 2009

GASTRONOMIA PERUANA: Uma explosão de sabores

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Oliviapor Olivia
Salvador - Brasil


A gastronomia peruana, antes restrita apenas ao seu país, passa por um processo recente de internacionalização, há cerca de mais ou menos 10 anos. Além da sua história, beleza e cultura, mais um motivo tem levado milhares de turistas a arrumarem as malas rumo ao Peru, a saber, a sua rica gastronomia. Começaremos esta viagem gastronômica, pelo que chama mais atenção nela: os seus ingredientes. No solo peruano são produzidos - PASMEM! - cerca de dois mil tipos de batata e aproximadamente, 55 diferentes espécies de milho. Além destes ingredientes, há uma grande variedade de grãos, mas sem dúvida, o milho e a batata são os ingredientes mais constantemente utilizados na cozinha peruana. Este país, devido a sua costa marinha diversa está entre os três maiores produtores de peixe do mundo, o que explica o fato de mais de 50% dos pratos peruanos terem como base os peixes e mariscos. Somado a todos estes aspectos mencionados acima, a fusão de receitas dos incas com a dos conquistadores espanhóis e a influência das cozinhas italiana e francesa, fazem da cozinha peruana uma grande promessa para a alta gastronomia. Bem, poderíamos ficar horas e horas divagando sobre a cultura e a história deste país, mas não os fatigarei mais. Caso alguém tenha interesse mais profundo nesta exótica e criativa cozinha peruana, posso recomendar em outro momento, algumas leituras, sites, etc, que tratam do assunto. Sem mais delongas, vamos à receita!! O prato escolhido hoje é o ceviche, uma unanimidade nacional do Peru. Um prato simples de peixe de carne branca (fresco, macerado no limão) com cebola roxa, sal e ají limo (uma pimenta peruana encontrada em várias cores). Alguns dizem que o ceviche é ideal para recuperar as energias depois de uma noite de farra; e além de excelente revitalizante, é um eficiente afrodisíaco!! Olha só..

Receita:

INGREDIENTES>>>

800g de peixe fresco, de carne branca (pescada-branca, amarela ou vermelho), cortado em pedaços de 2 cm;
1 cebola-roxa mediana, cortada fina;
1 colher de sopa de coentro bem picado;
2 dentes de alho moído;
1 pimenta dedo-de-moça em pedaços pequenos;
10 limões;
sal.

PREPARO>>>

Corte o peixe em pedaços e deixe-o descansando num refratário de vidro. Lave a cebola em água fria para tirar o sumo e depois junte-a ao peixe. Lave agora os dois ingredientes juntos, com água fria, e com muito cuidado para evitar que se despedacem. Repita a operação duas vezes. Escorra bem. Incorpore à mistura o sal, o alho moído, o coentro e a pimenta. Esprema o limão diretamente no peixe e com um coador, para que não caiam caroços. Misture tudo com uma colher de aço inoxidável e prove o tempero. Decore com folha de alface, milho e batata-doce. SIRVA IMEDIATAMENTE!

Aqui vão duas dicas: para que o ceviche ganhe frescor adicione duas cubas de gelo e retire-as antes que derretam; e para substituir o pisco (bebida nacional peruana) vale uma malzebier bem gelada!

Att,
Ana Olívia

Cozinhe Ouvindo:

Dizzy Gillespie & Charlie Parker
1945 - Town Hall, New York City, June 22, 1945

segunda-feira, abril 06, 2009

Música: Diana Krall à flor da pele

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Leopor Leonardo Alcântara
Rio de Janeiro - Brasil


Diana Krall
Quiet Nights (2009)
Cotação: ****

A maioria de vocês conhece Diana Krall: uma cantora e pianista refinada, com uma voz sexy, de timbre correto, e que não costuma variar seu repertório e estilo. Diana é como Chet Baker, que encontrou uma maneira de tocar e morreu com ela.

Em Quiet Nights, Diana não foge à fórmula de álbuns anteriores, como The Look of Love (2001) e The Girl in the Other Room (2004), que são recheados com standards, baladas e ambientados com uma atmosfera elegante e sensual. O produtor Tommy LiPuma e o arranjador Claus Ogerman são os mesmos de The Look of Love, o que reforça ainda mais a idéia de repetição. Apesar de ser um álbum dedicado à bossa-nova - segundo a própria cantora -, vocês não notarão muita novidade, já que a Diana sempre demonstrou em outras oportunidades o seu amor pela música brasileira, sobretudo tocando algumas bossas em seus shows regulares.

Mas nem sempre o que é repetido soa ruim. Muito pelo contrário, em time que está ganhando não se mexe. Quem é árduo por novidades, não irá ouvir Diana, assim como não ouve Chet. Quem já ouve Diana e também ouve cantoras como Jane Monheit e Cassandra Wilson, certamente não irá se arrepender de Quiet Nights.

No novo cd, Diana se expressa à flor da pele, cantando suave, quase sussurrando, como se fosse uma mulher declarando seus desejos mais íntimos ao pé do ouvido. Todo esse ar de sensualidade deu ainda mais vida às canções de amor de Antônio Carlos Jobim, que aqui estão representadas em Quiet Nights - a versão em inglês de Corcovado -, The Boy from Ipanema e Este seu Olhar, cantada em um português um pouco deficiente, mas nada que abale o sentido sentimental da canção. Definitivamente, é um álbum para embalar um romance na madrugada, à meia-luz e do lado de quem você gosta. Compre o cd e um bom vinho, que eu garanto que noite será boa. Qual vinho vocês recomendam? rs!

http://www.dianakrall.com/

Veja vídeos de divulgação da turnê de Quiet Nights

Receita: Aligot - Purê de batata com queijo!

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Oliviapor Olivia
Salvador - Brasil


Através desta receita, aproveito para homenagear um querido amigo, o Léo! Que não é este nosso - também amado amigo - LeonardoJazzMan. Dizem que todos os Léos são deveras encantadores...o que concordo plenamente!!

O Aligot é uma mistura de purê de batatas e diversos queijos... Uma receita muito simples, mas de uma complexidade estrutural!

Preparo:

Ingredientes:

-3 batatas grandes (tipo asterix ou rosenthal)
-100ml de creme de leite fresco
-150g de queijo gruyère ralado
-150g de queijo minas padrão ralado
-Sal e pimenta a gosto

O primeiro passo no preparo deste prato é a escolha das batatas, que não devem ser muito serosas (batatas com excesso de cera, podem comprometer a textura final do Aligot). Feito isso, vamos lavar e cozinhar essas batatas com casca em água com sal; assim que começarem a rachar a superfície, podemos desligar o fogo e escorré-las. Ainda com as batatas quentes (é preciso que estejam bem quentes) e com um pano para proteger as mãos, retiramos as cascas; este processo deve ser rápido, pois precisamos das batatas ainda quentes para amassá-las por duas vezes e passá-las sob uma peneira bem fina. Desta operação, obtemos uma massa de textura homogênea; eis o momento de somar a manteiga e o creme de leite e misturá-los vigorosamente.
Pausamos todo o processo no intuito de resfriar o purê, que deve ser levado á geladeira, nunca coberto.

Vamos agora aos queijos, a saber, o queijo-de-minas padrão e o Gruyére, responsáveis em conferir elasticidade à mistura. Ralamos tais queijos com um ralador manual, pode ser que os queijos acabem grudando um pouco, devido a maciez dos mesmos, mas isso não comprometerá a receita.

Finalizando, retira-se o purê da geladeira e em uma panela, vamos aquecendo-o juntamente ao creme de leite, sempre mexendo vigorosamente, e em fogo muito baixo, acrescentamos aos poucos, primeiro o queijo-de-minas e em seguida, o Gruyére, até alcançar a consistência desejada.Faça o teste de elasticidade com duas colheres e estique a massa. Uma receita simples, mas que exige paciência e método!

Esta foi uma receita feita e aprovada, ao som do The Dreamer, José James!

att,
Olívia


Cozinhe Ouvindo:

Jose James
2008 - The Dreamer